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Conceitos fundamentais

A Alethoryn separa fatos que automações convencionais costumam misturar. Esse vocabulário não é apenas documentação: ele define o que a interface pode afirmar, quando um efeito pode acontecer e o que ainda precisa ser confirmado.

Os objetos da operação

Evento

Uma condição observada no sistema de origem: estoque abaixo de uma faixa, documento recebido, fatura vencida ou outra mudança relevante. Receber um Evento não significa que ele foi admitido, executado ou resolvido.

Caso

A unidade de trabalho que reúne contexto, política, decisões, efeitos e evidências relacionados à mesma condição operacional.

Um Caso não possui um único estado capaz de resumir tudo. Ele pode, ao mesmo tempo, executar uma ação, aguardar uma pessoa e observar o resultado de outra. Por isso, a Alethoryn projeta dimensões separadas:

  • ciclo de vida: aberto ou encerrado;
  • atenção: nenhuma, humana necessária ou bloqueada;
  • atividade: analisando, executando ou observando;
  • resultado: aberto, incerto, verificado, não ocorrido, sem ação ou rejeitado.

Capacidade

Uma operação que um adapter declara poder realizar ou observar em um alvo específico. Capacidade técnica não concede autoridade: ela apenas torna uma ação possível dentro do contrato daquele sistema.

Adapter

A fronteira que traduz Eventos, leituras e efeitos entre a Alethoryn e o ERP, CRM ou sistema próprio. O adapter absorve diferenças do sistema de origem sem transferi-las para o núcleo do produto.

Política

A regra que define o que pode continuar, sob quais limites e quando a decisão precisa ser reservada a uma pessoa. A política é avaliada antes do efeito.

Autoridade

A base que permite um ato específico. Pode vir de uma política permanente, delegação, aprovação humana ou autoridade reservada. Estar autenticado, participar de uma sessão ou visualizar um botão não basta.

Decisão

A resposta a uma escolha reservada. A decisão informa a intenção humana, mas o servidor ainda precisa revalidar a autoridade do efeito no instante da emissão.

Efeito

A alteração pretendida no sistema de origem, sempre associada a alvo, escopo e propriedades como exposição e reversibilidade.

Recibo de execução

O registro técnico do que o executor tentou ou aplicou: tentativas, invocações, duplicatas e efeitos externos. O recibo não confirma, sozinho, o resultado de negócio.

Evidência de resultado

O que uma pessoa, uma leitura independente ou o próprio provedor observou sobre o resultado. A classe da evidência permanece explícita; uma atestação humana não é promovida a observação do provedor.

Fronteira de decisão

O conjunto de fatos mostrado antes de uma autorização: alvo exato, exposição, reversibilidade, consequência da inação e autoridade necessária.

Separações que não podem desaparecer

Não confundaPor quê
execução e autoridadequem executou não estabelece se o ato era permitido
autoridade e supervisãouma política pode governar sem uma pessoa assistir a cada ato
aprovação e emissãoconcordar com a ação não substitui a revalidação no servidor
recibo e resultadoa chamada pode terminar sem o negócio ter observado o efeito
autenticação e autorizaçãosaber quem é o usuário não concede toda capacidade
dado ausente e zeroindisponível, não suportado, nulo e vazio são estados diferentes
relação e autoridadeparceiro, operador e cliente recebem escopos explícitos; a relação não concede acesso por si só

Quando o estado é incerto

Se existe a possibilidade de um efeito externo, mas não há confirmação segura do resultado, o estado correto é resultado incerto. A mesma intenção não deve ser repetida às cegas; primeiro é preciso reconciliar o que realmente ocorreu.

Essa regra evita que uma falha de comunicação produza a mesma compra, mensagem ou alteração duas vezes.

Próximos passos

Demonstrações públicas usam dados sintéticos.